Crimes digitais crescem no Brasil

Crimes digitais crescem no Brasil: veja 9 razões!

Os crimes digitais crescem no Brasil em ritmo alarmante, transformando o país em um dos principais alvos mundiais.

Dados recentes indicam que aproximadamente quatro golpes são registrados por minuto em território nacional.

O prejuízo financeiro já ultrapassou a marca dos R$ 35 bilhões, afetando milhões de brasileiros. Acompanhe e saiba mais!

Confira 9 razões para os crimes digitais crescerem no Brasil

Uso massivo de inteligência artificial por criminosos

A inteligência artificial generativa permitiu que golpistas criassem conteúdos falsos com realismo impressionante. Deepfakes de voz e vídeo simulam pessoas conhecidas com poucos segundos de áudio real. Ferramentas de IA também geram mensagens de phishing perfeitamente escritas, sem erros que antes denunciavam a fraude.

Quando esses casos saem do ambiente digital e viram processo, a apuração passa a envolver defesa técnica, geralmente conduzida por advogado criminalista RJ.

Popularização do PIX e das transações instantâneas

A facilidade e velocidade das transferências via PIX foram adotadas massivamente pelos brasileiros. Criminosos exploram essa agilidade para desviar valores antes que as vítimas percebam o golpe. A impossibilidade de estorno imediato torna o sistema atraente para fraudadores.

Estima-se que 28 milhões de golpes envolvendo PIX tenham ocorrido apenas nos primeiros meses de 2025. O volume de transações cresce enquanto a segurança precisa acompanhar o mesmo ritmo.

Exposição excessiva em redes sociais

Brasileiros compartilham detalhes íntimos da vida em plataformas como Instagram, Facebook e TikTok. Criminosos coletam informações sobre rotinas, famílias, viagens e bens materiais facilmente. Esses dados alimentam golpes personalizados que enganam até usuários mais experientes.

A engenharia social se beneficia diretamente da superexposição voluntária nas redes. Cada postagem pode se tornar uma peça no quebra-cabeça da fraude.

Vazamentos massivos de dados pessoais

O Brasil acumula anos de vazamentos de dados de milhões de cidadãos. Informações como CPF, endereço, telefone e até fotos circulam livremente na dark web. Criminosos compram esses pacotes e os utilizam para criar perfis falsos e aplicar golpes direcionados.

A base para identidades sintéticas, combinando dados reais com informações inventadas, está disponível a baixo custo. A LGPD ainda não conseguiu frear significativamente esse comércio ilegal.

Crescimento do mercado de criptomoedas

Moedas digitais oferecem anonimato relativo e transações irreversíveis, atraindo criminosos. Golpistas exigem pagamentos em criptomoedas para dificultar rastreamento e recuperação. O Brasil se tornou um dos mercados com maior adoção desses ativos, aumentando a exposição.

Esquemas de pirâmides financeiras e falsas promessas de investimento em criptomoedas explodem a cada ano. A falta de regulação clara ainda é um obstáculo para investigações.

Profissionalização do crime digital

Organizações criminosas tradicionais migraram suas operações para o ambiente virtual. O que antes eram grupos amadores hoje conta com divisões especializadas em tecnologia. Há hierarquia, treinamento e até “suporte técnico” para associados.

Essa profissionalização elevou a qualidade dos golpes e a capacidade de adaptação às novas defesas. A indústria do crime digital movimenta bilhões anualmente.

Vulnerabilidade de idosos recém-digitalizados

A geração 60+ foi a que mais aumentou seu acesso à internet nos últimos anos. Muitos aprenderam a usar bancos digitais e WhatsApp sem o mesmo letramento digital. Golpistas exploram essa lacuna com golpes afetivos, como o falso pedido de ajuda de filhos.

Para essa população, o prejuízo médio é cinco vezes maior que entre jovens. A confiança e o senso de urgência são as principais armas dos fraudadores.

Fragilidade em processos de verificação bancária

Instituições financeiras ainda utilizam métodos de validação considerados frágeis para o avanço do crime. A abertura de contas com documentos falsos ou identidades sintéticas segue sendo realidade. Uma vez dentro do sistema, criminosos escoam dinheiro antes do bloqueio.

O número de incidentes cibernéticos notificados por bancos saltou de 24 para 68 em poucos anos. A pressão sobre fintechs e bancos tradicionais aumenta constantemente.

Subnotificação e impunidade recorrente

Muitas vítimas deixam de registrar ocorrência por vergonha ou por acreditar que nada será feito. A subnotificação alimenta estatísticas falsas e reduz a pressão por soluções eficazes. Quando investigados, os crimes digitais enfrentam dificuldades técnicas de rastreamento.

A sensação de impunidade atrai novos criminosos para o setor. O aperto legislativo, como projetos que aumentam penas para furto de celular seguido de fraude, ainda tramita no Congresso. Até a próxima!

Créditos da imagem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-sentado-tecnologia-computador-5380610/

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